Terapia de Sub-Grave | JAMV Records

Disco 06

Terapia de Sub-Grave

Reggae e dub para curar a mente. Dezoito faixas sobre paz, resiliência e frequência.

Capa do álbum Terapia de Sub-Grave

Sobre o disco

Reggae, dub e cura em 18 faixas

Terapia de Sub-Grave é o disco de reggae da JAMV Records, o mais extenso já lançado pelo selo em número de faixas com letra completa. Dezoito músicas organizadas em três vertentes: heavy dub e steppers, mais pesados e reflexivos, lovers rock, mais romântico e leve, e roots orgânico, acústico e contemplativo.

O fio condutor do álbum é a busca por paz em meio ao barulho: crítica social, resiliência, família, amor e a calma que vem de frequências baixas e de uma vida em ritmo mais lento. O título dá nome à faixa de abertura e resume a proposta do disco inteiro: usar o grave como terapia.

A direção criativa e a curadoria do álbum são de Vitor Alves da Costa, à frente da JAMV Records.

Lançamento

Ficha do disco

Lançado em: 18 de agosto de 2026
Gênero: Reggae / Dub
Faixas: 18
Selo: JAMV Records

Ouvir álbum completo

Faixas e letras

As 18 faixas do álbum

Letras completas das 18 faixas. Clique em uma faixa pra abrir a letra e ouvir a música ao lado, direto e de graça.

01 · Terapia de Sub-Grave
[Intro]
A mente faz barulho, o pensamento acelera
A alma procura a paz que a vida espera
A frequência certa não vem de lá de fora
É a voz do espírito ecoando agora
Existe uma energia que os olhos não veem
Uma paz tão profunda que vai muito além
Que acalma a mente e alivia a aflição
A verdadeira cura é a nossa vibração

[Pré-Refrão]
Feche os olhos e sinta a vida fluir
Deixa a luz invisível te conduzir
Não precisa de muito pra se encontrar
A sintonia da alma começa a pulsar

[Refrão]
Essa é a terapia de sub-grave!
A vibração da alma que vira a chave!
Uma frequência pura que limpa a mente!
O som mais profundo que a gente sente!
Terapia de sub-grave!

[Verso 2]
O mundo é barulho, a resposta é silêncio
O poder dessa calma é um dom imenso
Quando a vida caminha na mesma batida
A gente entende o sentido da vida
É o invisível movendo a estrutura
A fé inabalável que traz a cura
O grave profundo é a fundação
A base que firma os meus pés no chão

[Ponte]
O som mais profundo ecoando na mente
A vibração pura te faz diferente
O corpo relaxa e a alma desperta

[Refrão]
Essa é a terapia de sub-grave!
A vibração da alma que vira a chave!
Uma frequência pura que limpa a mente!
O som mais profundo que a gente sente!
Terapia de sub-grave!
02 · A Montanha é Só um Degrau
[Verso 1]
A tempestade vem pra testar a raiz
O vento bate forte cobrando o que se diz
Muitos desistem logo na primeira dor
Mas a semente cresce é no meio do suor
Quem espera o céu abrir tropeça na jornada
Eu levo a bússola no peito no meio da estrada
Deixar o medo para trás, manter o foco na missão
A bússola que aponta é a própria intuição

[Pré-Refrão]
A visão vai além do que o olho alcança
No meio da fumaça, eu mantenho a esperança
O caos tenta oprimir, mas a alma não recua
A luz que me guia não se apaga na rua!

[Refrão]
Pra quem tem fé, a montanha é só um degrau!
A força de dentro é o maior arsenal!
A caminhada é dura, mas o passo é firme
Nenhuma energia negativa me oprime!
Pra quem tem fé, a montanha é só um degrau!
Onde a visão é curta, a alma alcança o final!

[Verso 2]
Não preciso de rótulo pra minha oração
Minha força vem de dentro, vem da convicção
Trabalho duro enquanto o dia clareia
Construindo meu castelo bem longe da areia
Quem tem raiz profunda não teme a folha que cai
O que é de verdade fica, o que é falso vai
Um passo de cada vez, sem pular a lição
A fé é o combustível da minha evolução

[Ponte]
A fé não cruza os braços pra esperar a sorte
Forja o próprio espírito pra bater forte
Mesmo andando no escuro, eu sei que existe a luz

[Refrão]
Pra quem tem fé, a montanha é só um degrau!
A força de dentro é o maior arsenal!
A caminhada é dura, mas o passo é firme
Nenhuma energia negativa me oprime!
Pra quem tem fé, a montanha é só um degrau!
Onde a visão é curta, a alma alcança o final!

É só um degrau.
03 · Maré de Sorte
[Verso 1]
O mar tava agitado, o vento desbotou a cor
A rotina pesada sempre cobrando o seu valor
De repente o tempo abriu, a nuvem dissipou
Você trouxe a calmaria que o peito precisou
O balanço da maré trouxe a peça que faltava
A energia certa que a minha mente procurava

[Pré-Refrão]
O relógio parou de cobrar a pressa
Tua paz no meu mundo é o que interessa
Sem forçar a barra, tudo se alinhou
A melhor maré finalmente chegou

[Refrão]
Maré de sorte, água cristalina!
O teu sorriso acalma e a tua luz me domina!
O grave bate leve no compasso do coração
Tirando todo o peso e os meus pés do chão!
Maré de sorte, água cristalina!
O teu sorriso acalma e a tua luz me domina!

[Verso 2]
Construí um abrigo seguro no teu abraço
Onde o caos lá de fora já não tem espaço
O suingue da vida agora faz sentido
Com você do lado, não tem tempo perdido
A tempestade perde a força na tua presença
A nossa conexão é a melhor recompensa

[Ponte]
O vento agora sopra a favor
O barco navega solto, guiado pelo calor
Nenhuma âncora prende quem nasceu pra flutuar

[Refrão]
Maré de sorte, água cristalina!
O teu sorriso acalma e a tua luz me domina!
O grave bate leve no compasso do coração
Tirando todo o peso e os meus pés do chão!

Sorte a minha.
04 · Espelho da Alma
[Verso 1]
Encarei meu reflexo, sem filtro e sem disfarce
Vi cada cicatriz antes que o dia clareasse
Não dá pra culpar o mundo pelo tombo que eu levei
O peso do meu passo fui eu mesmo que criei
Assumir a falha é o que separa o homem do menino
Eu sou o único dono do mapa do meu destino

[Verso 2]
O silêncio ensina o que a raiva não resolve
A mente amadurece, a tempestade se dissolve
Tirar a armadura é o verdadeiro teste de coragem
A verdade no espelho não aceita maquiagem
Quem aponta o dedo perde a chance de aprender
A evolução acontece quando ninguém tá a ver

[Pré-Refrão]
Fugir da própria sombra é uma luta desigual
A paz só faz morada quando o papo é real
O orgulho é uma âncora que prende no lugar
Mas a humildade é o vento que ensina a navegar

[Refrão]
É no espelho da alma que a verdade aparece!
Quem assume o próprio erro é quem de fato cresce!
Sem apontar o dedo, sem buscar um culpado!
O futuro é construído consertando o passado!
Espelho da alma!

[Verso 3]
Eu limpei a vidraça pra enxergar o meu defeito
Não existe caminhada onde tudo é perfeito
O tropeço de ontem me ensinou a caminhar
Quem encara a própria sombra não tem o que ocultar

[Ponte]
A evolução dói, mas liberta a mente
Um passo de cada vez, plantando a semente
Nenhuma máscara esconde o que a alma sente

[Refrão]
É no espelho da alma que a verdade aparece!
Quem assume o próprio erro é quem de fato cresce!
Sem apontar o dedo, sem buscar um culpado!
O futuro é construído consertando o passado!
Espelho da alma!
05 · O Preço da Babilônia
[Intro]
A cartilha tá escrita, mas quem paga a conta é a rua.
Sobe o grave.

[Verso 1]
O alarme toca cedo, a realidade bate na porta
Enquanto no palanque, o discurso é o que importa
Vendem a utopia em embalagem popular
Mas é o suor da rua que tem conta pra pagar
Burocracia, demagogia, a cartilha do atraso
Prometem o futuro, mas te deixam no raso
Querem o povo dependente, olhando pra mão do Estado
Enquanto o progresso segue amarrado e vendado

[Pré-Refrão]
Não venha me vender discurso de salvação
Trocar minha liberdade por uma falsa proteção
A ideologia trava, o relógio não espera
A Babilônia prega a paz, mas vive da miséria!

[Refrão]
Esse é o preço da Babilônia, o grande atraso!
Discurso bonito, projeto no raso!
Eles cobram a taxa, tributam a ilusão
E vendem estagnação como se fosse revolução!

[Verso 2]
A pauta é cheia de moral, mas o cofre tá vazio
O discurso é calorento, mas o mundo real é frio
Falam em coletivo para anular seu valor
Transformam mérito em culpa, progresso em favor
Olha pra trás, veja o rastro do atraso que ficou
Quanta promessa velha que o tempo já julgou
O trabalhador acorda, já não cai na armadilha
De quem destrói a base pra reinar na cartilha

[Ponte]
Atraso, atraso, ilusão
A liberdade não vem de decreto
Não vem de cartilha
Vem do próprio passo.

[Refrão]
Esse é o preço da Babilônia, o grande atraso!
Discurso bonito, projeto no raso!
Eles cobram a taxa, tributam a ilusão
E vendem estagnação como se fosse revolução!

JAMV Records.
O sistema trava. O grave liberta.
06 · Sempre Atento
[Verso 1]
A multidão corre cega pra chegar em primeiro
Eu sigo no meu ritmo, não caio no desespero
A pressa é inimiga de quem faz o bem feito
Eu piso firme na terra, carregando o respeito
Não gasto a minha sola pra correr atrás do vento
A evolução é sólida, cresce no fundamento
O relógio da correria tenta me acelerar
Mas eu sou o único dono de onde eu quero chegar

[Pré-Refrão]
Quem acelera demais perde o detalhe da estrada
A mente fica turva e a visão embaçada
Não deixo a ansiedade ditar a minha missão
A verdadeira força tá na observação

[Refrão]
É passo lento, mas sempre atento!
Aproveitando a jornada, vivendo o momento!
Não caio na armadilha da pressa e da ilusão!
Eu sigo com a mente fria e os pés no chão!
Passo lento!

[Verso 2]
Observo de longe antes de entrar no jogo
Não boto a minha mão onde eu sei que tem fogo
O atalho muitas vezes leva direto pro abismo
Eu fujo da manada e do seu egoísmo
Não confunda a minha calma com falta de atitude
A paciência do sábio é a sua maior virtude
Enquanto eles tropeçam na pressa de resolver
Eu analiso o terreno pra saber o que fazer

[Ponte]
A corrida é contra mim mesmo, não contra você
O tempo revela tudo pra quem sabe ver
Cada passo no seu tempo chega no lugar

[Refrão]
É passo lento, mas sempre atento!
Aproveitando a jornada, vivendo o momento!
Não caio na armadilha da pressa e da ilusão!
Eu sigo com a mente fria e os pés no chão!
Passo lento!
07 · Feliz Feito Criança
[Verso 1]
O peso do mundo eu deixo da porta pra fora
Quando escuto os passos correndo, sem ver a hora
A casa cheia, a bagunça que me faz bem
É o maior tesouro que um homem tem
Esqueço os boletos, o trânsito e o celular
Quando vejo aquele sorriso pronto pra me abraçar
Eu deixo as regras de lado, sento no chão
É aqui que bate mais forte o meu coração

[Pré-Refrão]
A inocência que cura qualquer ferida
É a verdadeira batida que move a vida
Um olhar tão puro que ensina a perdoar
Faz o relógio parar, faz a alma levitar

[Refrão]
E eu fico feliz feito criança!
Entrando na dança, vivendo a esperança!
O mundo lá fora girando na sua loucura
Mas aqui dentro eu tenho a vida mais pura!
Feliz feito criança!

[Verso 2]
Cada nova descoberta é motivo pra celebrar
Um castelo de bloco que a gente acaba de montar
A verdadeira sabedoria tá na simplicidade
Brincar no tapete de casa é a minha liberdade
O rei do pedaço não precisa de coroa
Basta um abraço apertado pra vida ficar boa
O cansaço do trampo evapora no ar
Quando a tropa inteira começa a cantar

[Ponte]
Crescer é um sopro, o tempo não volta atrás
Mas o brilho nos olhos me ensina o que é a paz
Nenhuma conquista de fora vale mais que essa luz

[Refrão]
E eu fico feliz feito criança!
Entrando na dança, vivendo a esperança!
O mundo lá fora girando na sua loucura
Mas aqui dentro eu tenho a vida mais pura!
Feliz feito criança!
08 · A Cachoeira é a Minha Canção
[Verso 1]
O som dos carros não chega aqui
Troquei a buzina pelo temporal
O campo aberto tocando o céu
Aquele horizonte, um cenário real
Cheiro de terra subindo no ar
Tudo o que a alma precisa pra curar
Isolado na paz, sem solidão
Silêncio e espaço pro coração.

[Pré-Refrão]
Lembro de mim menino, pé no chão
Sem medo do mundo, sem preocupação.

[Refrão]
Deixa a chuva cair, lava o pesado
Prefiro o verde, viver isolado
A cachoeira é a minha canção
O simples da vida é a libertação
Sentindo no corpo o pingo gelado
Aquela criança que o tempo tem guardado
Aqui no meu canto, o medo é passado

[Verso 2]
Sem alarme, a luz vem acordar
A água no rio, sem pressa de chegar
Liberdade não é bem material
É o vento solto, natural
Crianças dançando na tempestade
Riso sincero, felicidade
Mente blindada, sem poluição
O tempo correndo lento na mão.

[Refrão]
Deixa a chuva cair, lava o pesado
Prefiro o verde, viver isolado
A cachoeira é a minha canção
O simples da vida é a libertação
Sentindo no corpo o pingo gelado
Aquela criança que o tempo tem guardado
Aqui no meu canto, o medo é passado

Sem pressa.
09 · A Arte de Agradecer
[Verso 1]
O sol deita no horizonte e pinta o céu de cor
Eu paro um segundo, dou valor ao que é maior
O que foge do controle, não adianta segurar
O que não tá no meu alcance, eu deixo a vida levar
Agradecer é a chave, agradecer é a razão
O vento bate no rosto e limpa a preocupação
Seja grato pelo agora, seja grato por viver
A verdadeira riqueza é aprender a agradecer

[Pré-Refrão]
O ouro do mundo não compra um segundo de paz
É na simplicidade que a gente se satisfaz
Reconhecer a bênção que desce lá do céu
A vida é o bem mais caro, é o mais doce mel

[Refrão]
Eu só agradeço por tudo que a vida me deu!
O abraço da família e o amor que floresceu!
A força no braço pra manter a mesa farta!
A luz que ilumina e a maldade que ela afasta!
Tudo que Deus nos deu!

[Verso 2]
O corre é pesado, mas a alma é leve e pura
A fé que eu carrego é a minha melhor armadura
Acordo cedo, suor no rosto, sigo na missão
Sabendo que a colheita é o fruto da plantação
Nenhum obstáculo é maior que a minha gratidão
Eu tenho a riqueza que não cabe num cofre, não
Cuidar do meu quintal e ver a semente vingar
É a maior vitória que um homem pode alcançar

[Ponte]
Olhar pro céu e saber que não estamos sós
Ouvir a verdade falando no tom da nossa voz
O que é de verdade o vento não leva jamais.

[Refrão]
Eu só agradeço por tudo que a vida me deu!
O abraço da família e o amor que floresceu!
A força no braço pra manter a mesa farta!
A luz que ilumina e a maldade que ela afasta!
Tudo que Deus nos deu!
10 · Aquele Olhar
[Verso 1]
No meio de tanta gente, o mundo a girar
Mas tudo em volta para quando eu vejo aquele olhar
Um silêncio que fala mais que qualquer palavra
O fogo que acende a chama e a alma desbrava
Só você sabe ler o que eu tô pensando
No meio do barulho, a gente tá se comunicando

[Verso 2]
Você cruza a sala e o meu foco é só você
Não precisa de ensaio pro nosso som bater
A segurança que eu sinto vem da tua direção
O teu olho no meu olho é a minha bússola, então
Eu desvendo o teu sorriso antes mesmo dele abrir
É a conexão mais forte que eu já pude sentir

[Pré-Refrão]
O barulho lá fora perde todo o sentido
O nosso idioma é um segredo escondido
A energia flui solta, a vibração sincroniza
Um segundo de troca e o coração eterniza

[Refrão]
É aquele olhar que atinge feito um grave no peito!
Que encaixa na minha vida do mais perfeito jeito!
Não precisa falar nada, a alma já entendeu!
O brilho no teu olho é o reflexo do meu!
Aquele olhar!

[Verso 3]
Um piscar de olhos e a tensão vai embora
A eternidade pra nós acontece no agora
Ninguém mais na sala entende a nossa sintonia
O escuro se apaga e a noite vira dia

[Ponte]
As palavras são curtas pro que a gente sente
Nossa linguagem não precisa ser traduzida pra mente
É uma frequência rara que não tem limite.

[Refrão]
É aquele olhar que atinge feito um grave no peito!
Que encaixa na minha vida do mais perfeito jeito!
Não precisa falar nada, a alma já entendeu!
O brilho no teu olho é o reflexo do meu!
Aquele olhar!
11 · Conveniência Não É Amor
[Verso 1]
É amor de verdade, ou medo da solidão?
Você gosta de mim, ou da minha atenção?
Tentando preencher o seu próprio vazio
Me usando de capa contra o seu frio
Desejando apenas ser desejado
Um sentimento raso e camuflado.

[Pré-Refrão]
Eu sou seu tempo livre, não sou seus planos
Chega de me perder nos seus enganos.

[Refrão]
A conveniência nunca foi desejo
Eu leio a verdade em cada beijo
Não gasta o meu tempo pra tapar buraco
Seu ego inflado e o seu laço fraco
Você é o único pra curar sua dor
Não confunda carência com amor

[Verso 2]
Abraço apertado, só quando convém
Sua presença cobra o que você não tem
O ego precisava de alimentação
Mas eu não sou estepe pra sua solidão
A mesa virou, eu enxerguei o jogo
Não vou me queimar no seu pouco fogo.

[Refrão]
A conveniência nunca foi desejo
Eu leio a verdade em cada beijo
Não gasta o meu tempo pra tapar buraco
Seu ego inflado e o seu laço fraco
Você é o único pra curar sua dor
Não confunda carência com amor

Preenche o seu vazio.
Eu não sou tempo livre.
Conveniência não é amor.
12 · Vento Contra
[Verso 1]
Bateram a porta na cara, disseram que não ia dar
Mandaram eu baixar a cabeça e parar de tentar
O chão tava liso, a subida era de dar medo
Mas eu construí minha base suando em segredo
As pedras que jogaram eu usei pra levantar meu muro
Hoje eu caminho tranquilo e seguro no escuro
Cada crítica vazia só afiou a minha mente
O que tentou me parar, me empurrou pra frente

[Pré-Refrão]
A tempestade assusta quem tem a raiz rasa
Mas o fogo que eles cospem é o que aquece a minha brasa
O motor não apaga, a marcha não reduz
A sombra do passado é o que hoje me traz luz!

[Refrão]
É o vento contra que faz o avião decolar!
É a maré brava que ensina a navegar!
Tentaram me quebrar, mas forjaram o meu aço!
Hoje eu sou dono da rota e dono do meu espaço!
Vento contra!

[Verso 2]
Falar de longe é fácil, difícil é calçar o meu sapato
Pular os espinhos que eu pulei no meio do mato
O peso da cobrança nunca curvou a minha espinha
Eu tracei o meu mapa, eu desenhei a minha linha
A força não vem do luxo, vem da dificuldade
Sobrevivendo ao caos mantendo a integridade
Quem riu no começo agora assiste a decolagem
A força de vontade sempre foi minha bagagem

[Ponte]
O vendaval arranca a folha, mas não move a raiz
A cicatriz no peito é a medalha do que eu fiz
Ninguém apaga a chama de quem aprendeu a queimar.

[Refrão]
É o vento contra que faz o avião decolar!
É a maré brava que ensina a navegar!
Tentaram me quebrar, mas forjaram o meu aço!
Hoje eu sou dono da rota e dono do meu espaço!
Vento contra!
13 · Morena
[Verso 1]
O sol bateu na janela iluminando o lugar
Mas é o teu sorriso solto que me faz despertar
O jeito leve que você tem de levar a vida
Cura qualquer cansaço, sara qualquer ferida
O café tá na mesa, o violão no sofá
Com você do meu lado não tem o que complicar

[Pré-Refrão]
O balanço do teu corpo dita o meu compasso
Eu encontro a minha paz dentro do teu abraço
O clima esquenta, a frequência bate igual
Tua sintonia é o meu paraíso natural

[Refrão]
Morena, o teu gingado domina a maré!
A dona do sorriso que me mantém de pé!
O grave bate fundo acompanhando o coração!
Você é a dona de toda a minha atenção!
Morena!

[Verso 2]
O dia lá fora pode até tá chovendo
Mas o calor do teu peito é o que eu tô querendo
A beleza orgânica que não precisa enfeitar
Tua pele bronzeada é poesia no olhar
Cada movimento é um verso da minha canção
A musa perfeita que domina a razão

[Ponte]
O som do mar acompanha a nossa melodia
O teu beijo é o recomeço de um novo dia
Nenhum outro lugar me traz tanta calmaria.

[Refrão]
Morena, o teu gingado domina a maré!
A dona do sorriso que me mantém de pé!
O grave bate fundo acompanhando o coração!
Você é a dona de toda a minha atenção!
Morena!
14 · Sonho um dia em ver
[Verso 1]
Eu planto a semente no meio da dificuldade
Regando a terra seca com um pingo de verdade
O suor do meu rosto é a água que faz crescer
A base do castelo que eu construo pra proteger
Cada passo no escuro foi forjando a minha visão
Eu sei bem onde piso, eu conheço a direção

[Pré-Refrão]
O relógio não para, a vida cobra o aluguel
Mas eu mantenho a calma olhando além do véu
A colheita é certa pra quem sabe cultivar
A raiz tá profunda, o vento não vai derrubar

[Refrão]
Sonho um dia em ver a semente virar pomar!
A mesa farta, a família rindo e a mente livre pra voar!
O peso das costas sumindo na luz do amanhecer
Sonho um dia em ver o bem finalmente prevalecer!
Sonho um dia em ver!

[Verso 2]
A herança mais cara não tem preço no balcão
É o exemplo que fica, é a força da união
Ver a casa cheia, a caminhada dando o fruto
O sorriso de quem amo vale mais que o mundo bruto
A tempestade de ontem serviu pra limpar o ar
Hoje o horizonte é claro, pronto pra recomeçar

[Ponte]
O tempo é mestre, ensina quem sabe escutar
A recompensa vem pra quem não para de lutar
Nenhuma sombra apaga quem foca em iluminar.

[Refrão]
Sonho um dia em ver a semente virar pomar!
A mesa farta, a família rindo e a mente livre pra voar!
O peso das costas sumindo na luz do amanhecer
Sonho um dia em ver o bem finalmente prevalecer!
Sonho um dia em ver!
15 · Faz acontecer
[Refrão]
A mesa tá armada pra gente perder
Mas a gente acorda cedo e faz acontecer
Eles trancam a porta, a gente acha a fresta
O suor do dia a dia é o que nos resta
Sem super-herói, sem conto de fadas
Só o trabalho duro cruzando as madrugadas

[Verso 1]
O despertador bate, o corpo ainda pesa
A rua não perdoa e o asfalto não reza
Chego no corre, a mente calculando
O imposto subindo, o lucro encurtando
Eles nascem com muito, nós na correria
Tirando leite de pedra no fim do dia
Eu não sou imbatível, também sinto o cansaço
Mas quem tem família não diminui o passo

[Refrão]
A mesa tá armada pra gente perder
Mas a gente acorda cedo e faz acontecer
Eles trancam a porta, a gente acha a fresta
O suor do dia a dia é o que nos resta
Sem super-herói, sem conto de fadas
Só o trabalho duro cruzando as madrugadas

[Verso 2]
Eu não vou quebrar o banco nem mudar o mundo
Mas o prato na minha mesa eu defendo fundo
Eles têm o capital, nós temos a palavra
O homem de verdade honra a terra que ele lavra
Sem marra de vilão, sem complexo de deus
Minha única missão é blindar os meus
O sistema é viciado, a gente já sabia
Mas a gente joga limpo, um dia após dia

[Ponte]
A conta sempre chega, o peso é real
Mas fugir da luta nunca foi o ideal
Eu aceito o meu fardo, carrego a missão
Com os pés no chão e a bússola na mão

[Refrão]
A mesa tá armada pra gente perder
Mas a gente acorda cedo e faz acontecer
Eles trancam a porta, a gente acha a fresta
O suor do dia a dia é o que nos resta
Sem super-herói, sem conto de fadas
Só o trabalho duro cruzando as madrugadas

Um dia após dia.
Pé no chão.
16 · Corre Suado
[Intro]
O custo no teto.
A conta não bate.
Mas a rua não para.
Visão.

[Verso 1]
Desperta às cinco, o sol nem nasceu
O saldo na conta já desapareceu
O preço da carne, o aluguel que subiu
A corda no pescoço do povo no Brasil
Três mil de custo, a margem é fatal
O mínimo pago é piada no jornal
Sem marcha ré, eu aperto o meu passo
Cortando o trânsito, ganhando o espaço

[Refrão]
Corre suado, a selva não dorme
A conta é pesada, a pressão é enorme
Não tem atalho, não tem mágica aqui
É a força do asfalto que me faz subir
Corre suado, a selva não dorme
A conta é pesada, a pressão é enorme
Dívida alta, mas sigo em pé
Na marra, no foco, mantendo a fé

[Verso 2]
Ônibus lotado, suor e tensão
Dez horas de trampo, sem exaltação
O Pix que salva, a meta no fim
Ninguém vai fazer o meu corre por mim
O mercado assusta, o dinheiro encolheu
Mas olho pro espelho, o roteiro é meu
O sistema sufoca, o juro é real
A gente combate no front nacional

[Ponte]
Eles falam em números, gráficos frios
A gente navega cortando os rios
O peso da base sustenta o andar
A meta é blindar e não recuar

[Refrão]
Corre suado, a selva não dorme
A conta é pesada, a pressão é enorme
Não tem atalho, não tem mágica aqui
É a força do asfalto que me faz subir
Corre suado, a selva não dorme
A conta é pesada, a pressão é enorme
Dívida alta, mas sigo em pé
Na marra, no foco, mantendo a fé
17 · Mapa Sem Nome
[Verso 1]
Sigo um mapa que ninguém desenhou
Cada esquina é um som que ainda não tocou
Reggae no talo, rap na veia
Minha viagem não segue nenhuma ideia

[Pré-Refrão]
Sem bandeira, sem fronteira
Só o groove como companheira

[Refrão]
Mapa sem nome, rota sem fim
Cada batida me leva pra mim
Mapa sem nome, um mundo em mim
Eu sou o som que não tem fim

[Verso 2]
Baixo pesado, guitarra flutuando
Vozes se cruzam, o tempo ficando
Não tem rótulo pra essa canção
E cores que dançam na mesma direção

[Refrão]
Mapa sem nome, rota sem fim
Cada batida me leva pra mim
Mapa sem nome, um mundo em mim
Eu sou o som que não tem fim

[Ponte]
Talvez eu me perca, talvez eu me ache
Nesse caminho onde tudo se encaixe
Não tem certo, não tem errado
Só o som, o momento, o instante sagrado

[Refrão Final]
Mapa sem nome, rota sem fim
Cada batida me leva pra mim
Mapa sem nome, um mundo em mim
Eu sou o som que não tem fim
18 · Frequência Natural
[Verso 1]
Desliguei a tela, deixei o caos lá fora
O relógio da cidade já não dita a minha hora
O concreto pesa, a rotina cega a visão
Mas hoje eu troco o asfalto pela areia no chão
O sinal de rede caiu e eu não vou tentar voltar
Tem uma frequência nova que eu preciso sintonizar

[Pré-Refrão]
A cabeça solta o peso que a semana acumulou
Onde a pressa não alcança, é pra lá que eu vou
Respira fundo, deixa o vento nivelar
A melhor resposta agora é só deixar o tempo passar

[Refrão]
Entrando na frequência natural!
Longe do barulho, do sinal digital!
A água salgada lavando a armadura
O grave bate leve, curando a loucura
Entrando na frequência natural!
Onde o simples vence o artificial!

[Verso 2]
Eles correm pelo ouro, eu corro pela paz
O que o dinheiro não compra é o que me satisfaz
Uma sombra boa, o pé descalço no quintal
O sistema lá distante, mudo e virtual
Não é fugir da luta, é saber recarregar
Quem não afia a lâmina, não aguenta cortar

[Ponte]
Ôôô... Êêê...

[Refrão]
Entrando na frequência natural!
Longe do barulho, do sinal digital!
A água salgada lavando a armadura
O grave bate leve, curando a loucura
Entrando na frequência natural!
Onde o simples vence o artificial!

Frequência natural.

DEZOITO FAIXAS, UMA SO FREQUENCIA